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Padronização··2 min

IAB Brasil entra no ciclo de padronização

Padronização em retail media não é decisão técnica isolada. É a infraestrutura sobre a qual qualquer outro avanço metodológico se apoia — incrementalidade, agentic media e mensuração cross-rede dependem de um padrão técnico na base.

Os EUA construíram a infraestrutura em camadas

Primeiro, em janeiro de 2024, IAB e MRC publicaram a Retail Media Measurement Guideline, que estabeleceu vocabulário compartilhado para sponsored search, sponsored display e sponsored brand — e definiu quatro itens técnicos:

Definição de impressão

Impressão servida versus medida.

Viewability

50% de pixels visíveis por 1 segundo para display, 2 segundos para vídeo.

Invalid traffic

Filtragem obrigatória de GIVT e SIVT.

Lookback window

30 dias como default.

Depois, em novembro de 2025, IAB e IAB Europe publicaram a Guidelines for Incremental Measurement in Commerce Media, que define incrementalidade como impacto causal mensurável e categoriza quatro famílias de método:

Experiment-based

RCT, geo-holdout, test/control com matched-market.

Model-based counterfactual

Synthetic control, propensity score matching.

Econometric

MMM com camada causal, MTA estruturado.

Hybrid proxies

Combinação calibrada das três famílias anteriores.

Tudo apoiado em três princípios fundacionais: contrafactual crível, controle de viés e separação sinal/ruído.

Por fim, em janeiro de 2026, a IAB Europe publicou a versão 2 do Commerce Media Standards, com janela de transição até 31/07/2026 e três atualizações:

Expansão de escopo

Retail + travel + finance + quick commerce media networks.

New-to-brand

Cinco janelas genéricas (eram duas).

Retail Media Certification Programme

Auditoria de compliance.

O Brasil entrou no ciclo em 2026

O IAB Brasil constituiu para o ano dois comitês com mandato institucional explícito. É a primeira estrutura regional com mandato declarado para padronizar métrica, transparência e uso de first-party data em retail media.

Comitê de Mensuração

Presidência do lado anunciante. Mandato: padronização de métrica em retail media regional, transparência de método de cálculo e disclosure de uso de first-party data.

Comitê de Retail Media

Presidência do lado plataforma. Mandato: vocabulário compartilhado entre RMNs brasileiras, definição de formato e taxonomia regional e articulação com as guidelines globais IAB e MRC.

Estado atual: EUA versus Brasil

Em maio de 2026, a comparação técnica entre os dois mercados fica assim:

Definição de impressão

EUA: IAB/MRC 2024. Brasil: pendente.

Viewability default

EUA: 50% × 1s display / 2s vídeo. Brasil: não definido localmente.

Filtragem GIVT/SIVT

EUA: requerida. Brasil: não exigida.

Lookback window

EUA: 30 dias default. Brasil: por RMN.

Métodos de incrementalidade

EUA: 4 famílias (IAB nov/25). Brasil: não publicado.

New-to-brand

EUA: 5 janelas (V2 IAB Europe). Brasil: não definido.

Auditoria de compliance

EUA: Retail Media Certification Programme. Brasil: não disponível.

A régua

Padrão não resolve fragmentação. Cria a régua contra a qual fragmentação passa a ser medida.

Sem régua definida — impressão, viewability, lookback, dedupe, new-to-brand, incrementalidade — cada rede é ilha. Cada release vira evidência sem teste. Cada agente decide contra dado incomparável.

Consolide sua STACK. Maximize seu IO.